O segredo para economizar dinheiro durante as fundações em hélice contínua.


Por exemplo, em uma obra de 8.393,20m de estaca hélice contínua foi possível economizar mais de R$ 550 mil reais investindo apenas R$ 1.000 reais, somente resolvendo os gargalos produtivos antecipadamente e mudando o processo executivo das estacas.


A solução executiva para economizar dinheiro nas fundações com hélice contínua passa primeiro pelo entendimento de quais os maiores gargalos de recurso e tempo. 


A pesquisa “Gargalos Produtivos” realizada pela Fundações Especiais mostrou que em uma obra de hélice contínua 62% do desperdício está no concreto.

 

 

 

 

Além de ser um dos itens mais caros do orçamento é o que mais é desperdiçado durante a execução. O problema é que após a execução da estaca normalmente o procedimento é:

 

  • Esperar pelo menos 7 dias para o concreto fazer a cura;

 

  • Escavar o entorno da estaca até a cota do bloco, que pode estar às vezes abaixo de 3 metros do nível do terreno;

 

  • Dois serventes com martelo rompedor se revesam durante 20 minutos para quebrar o concreto da estaca até a cota de arrasamento. Em média a produção é de 1 metro de estaca quebrada por hora;

 

  • A armadura da estaca geralmente é deixada no nível do terreno e por isso é necessário fazer o corte da ferragem para deixar na cota correta;

 

  • O concreto quebrado é considerado resíduo e descartado como entulho através do bota-fora em caçambas gerando ainda mais custos.

 

A conta se torna cara ao entendermos que compramos concreto a mais para ser quebrado no final e ainda termos que pagar o bota-fora.

 

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Imagem site: http://www.dicionariogeotecnico.com.br/

Com foco em evitar os desperdícios a Fundações Especiais sempre recomenda os clientes a utilizarem as orientações sistematizadas no artigo “Alternativa de Metodologia para execução de Estacas tipo Hélice Contínua Monitorada” que ganhou o Prêmio Destaque Odebrecht 2008 referente a obra do Consórcio Conpar.

 

O estudo considerou o tempo perdido com a demolição de estacas até a cota de arrasamento, os impactos ocupacionais e ambientais potencialmente causados durante a execução desta atividade, e o desperdício de um concreto fresco (um material de ótima reutilização, desde que aplicado no momento correto).

 

Na prática foi criado um dispositivo em formato de “missil” que é introduzido na estaca após a injeção do concreto e a colocação da armação. O dispositivo retira o concreto até ficar com 20 cm acima da cota de arrasamento.

 

O concreto fresco é utilizado para aplicação na construção do piso de canteiro e concreto magro para blocos e cintas, entre outros. Veja como:

 

Imagem 1 - O dispositivo é colocado por dentro da armação da estaca hélice contínua para poder “pescar” o concreto ainda fresco que seria quebrado posteriormente.

 

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Imagem 2 - Este simples  instrumento possibilitou o reaproveitamento do concreto e a diminuição do trabalho do marteleiro.

 

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Imagem 3 - Mostra o encarregado da turma de perfuração medindo a profundidade necessária para retirada do concreto com a utilização do dispositivo.

 

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Imagem 4 - Continuação do processo de retirada do concreto. Um colaborador para retirar, outro para dar apoio e um terceiro com o carrinho de mão para levar o concreto para ser utilizado em outro local.

 

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Imagem 5 - Mostra a estaca lançada com o concreto já retirado. Nota-se que a altura do concreto é suficente para termos ainda cerca de 20 a 30 cm da concreto para preparo da cabeça da estaca, ao invés de 3 metros de concreto a ser quebrado.

 

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Segue abaixo o desenho teórico de como fica a estaca após a retirada do excesso de concreto:

 

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Na obra da Compar foi obtido os seguintes resultados:

 

- Em um universo específico deste projeto, executamos 8.393,2m de estacas, com uma previsão inicial de 1.066,4m de arrasamento necessário. Porém com esta metodologia de retirada de concreto com dispositivo, baixamos o número de arrasamento necessário para 133m. Esta diferença, de 933,4m refletiu diretamente neste orçamento, com uma economia de aproximadamente de R$ 450 mil.

 

- Também pudemos reaproveitar todo o concreto retirado, volume este controlado e apontado em 601,5m³, utilizados em concreto magro de lastro de fundação, construção de canteiro, calçadas e outras construções que necessitassem de concreto. Considerando que o preço médio de R$ 195,00/m³ para concreto magro a ser utlizado e o concreto para calçadas e pisos, que consumiram quase sua totalidade deste reaproveitamento, temos aqui mais uma economia de aproximadamente R$ 115 mil.

 

- Incorreu também a redução do consumo de concreto associada a uma geração consideravelmente menor de resíduos (caliça), possibiitando uma redução da necessidade de transporte, tanto para trazer a matéria-prima até o Canteiro quanto para destinar adequadamente os resíduos, o que diminui a geração de poluentes e desgaste de veículos.

 

Ou seja, para uma obra de 8.393,20m o cliente economizou R$ 565 mil reais investindo somente R$ 1.110,50 reais. Além de diminuir em 1/3 a quantidade de funcionários envolvidos no serviço e o tempo de locação dos equipamentos (compressor e martelete).

 

Ainda tem dúvidas? Podemos lhe enviar o artigo completo explicando o procedimento. É só enviar email para comercial@fundacoesespeciais.net.br ou ligue para (81) 99834.3000 (WhatsApp).

 

Estamos a disposição para encontrar soluções eficazes para a gestão da sua obra.